“ O propósito dos sistemas de atenção à saúde, em seu núcleo e através de inúmeras partes, é proporcionar o mais alto nível de qualidade ao menor custo, de maneira mais eqüitativa, ao maior número de pessoas”

Donabedian, 1986

 

INDICADORES DE QUALIDADE PARA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR

Profa.Mariza Kluck

FAMED/UFRGS, VPM / HCPA

 

 

Histórico

Gestão da qualidade

Eficácia

Efetividade

Otimização

Aceitabilidade

Legitimidade

Eqüidade

Indicadores

Validade

Objetividade

Sensibilidade

Especificidade

Critérios da JCAHO

INTRODUÇÃO

O propósito deste documento é o de apresentar o “estado da arte” referente à Gestão de Qualidade de Assistência Hospitalar, para subsidiar a reflexão e a discussão sobre indicadores de qualidade, que se tornaram imperativas dentro da área médica do HCPA. Este documento aborda os conceitos de qualidade, gestão, avaliação e controle da qualidade assistencial e de indicadores necessários para estes processos e busca relacionar e descrever os indicadores utilizados atualmente, encontrados na literatura.

 

1- HISTÓRICO

Em 1913, o Dr. Ernest Codman apresentou uma dissertação à Sociedade Médica de Filadélfia com o título “O produto dos Hospitais”, com o objetivo de estimular a reflexão e o debate em torno da padronização dos hospitais, buscando o aumento da qualidade de seus serviços. Dizia ele:

“Devemos formular algum método para elaborar os relatórios dos hospitais que nos permitam conhecer, de forma mais exata possível, os resultados obtidos com o tratamento de pacientes nas diferentes instituições. Este documento dever ser elaborado e publicado por cada hospital segundo um sistema uniforme, para possibilitar comparações. Com um relatório deste tipo como ponto de partida, quem estiver interessado poderá começar a formular perguntas sobre administração e eficiência”. (White, 1992).

Em 1918 é publicado o primeiro padrão e se inicia o movimento de padronização dos hospitais americanos. No ano seguinte o Colégio de Cirurgiões adota o “Padrão Mínimo”, um conjunto de 5 padrões oficiais para a prestação de cuidados hospitalares, que incluíam a necessidade de existência de um corpo clínico licenciado, de caráter e com ética profissional, a exigência do registro de todos os atendimentos e a existência de instalações adequadas para o diagnóstico e o tratamento.

A evolução das experiências e esforços proporcionou as bases para a construção de uma “Teoria de Qualidade em Saúde”, que tem Donabedian como seu principal expoente (Quino Neto e Gastal, 1997).

Este padrão mínimo foi o precursor do processo de Acreditação Hospitalar nos Estados Unidos, hoje executado pela “Joint Commission on Accreditation of Health Care Organizations” (JCAHO). A JCAHO foi criada em 1920 pelo Colégio Americano de Cirurgiões e, em 1950, o Colégio Americano de Médicos, a Associação Americana de Hospitais, a Associação Médica Americana e a Associação Médica do Canadá se associaram a este esforço.

A JCAHO é responsável pelo credenciamento de todos os tipos de instituições prestadoras de serviços de saúde, através de indicadores e medidas que buscam avaliar a qualidade do atendimento. Esta avaliação é feita em bases científicas, através de padrões bem estabelecidos através de métodos de pesquisa que incluem uma revisão completa da literatura, envolvimento de especialistas, consideração das necessidades dos pacientes e um consenso do que seja uma assistência de qualidade (Jcaho, 1997).

No Brasil o tema não é novo, embora a Sociedade ainda não esteja organizada para esta finalidade. O estabelecimento de padrões mínimos de qualidade foi discutido pela Dra Lourdes Carvalho em 1979, ressaltando as vantagens de tal procedimento para os pacientes, para o corpo clínico, para os hospitais e para a Sociedade. Em 1989 houve uma primeira reunião coordenada pelo Dr. Humberto Novaes, da Organização Pan-Americana de Saúde, para uma discussão no âmbito da América Latina sobre a questão da Acreditação Hospitalar. Deste esforço resultou a publicação de um Manual de Acreditação Hospitalar para a América Latina e Caribe, publicado pela OPAS e pela Federação Latino-Americana de Hospitais em 1995.

Em 1996 foi publicado a monografia do Dr. Quinto Neto, propondo um conjunto mínimo de critérios para avaliação da qualidade dos serviços hospitalares. Esta publicação foi uma iniciativa do Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde em associação com a Secretaria estadual da Saúde do RGS, que em 1995 trabalharam em conjunto com o objetivo de determinar padrões de qualidade hospitalar. A conclusão desta pesquisa resultou na publicação de um Manual de Qualificação da Assistência Hospitalar.

O Manual de Acreditação Hospitalar da OPAS/OMS e FLH se compõe de 2 partes, sendo uma de padrões mínimos e a outra, de padrões não obrigatórios. A primeira contempla aspectos relativos a organização da assistência médica, áreas técnicas e de apoio, documentação de prédios, estrutura físico-funcional e instalações, enquanto a Segunda alinha cuidados críticos, neonatologia, medicina nuclear, radioterapia, reabilitação e medicina física, serviço social e biblioteca.

A análise destes critérios mínimos obrigatórios mostra imediatamente que estes padrões estão, em alguns aspectos, aquém dos padrões de qualidade praticados pelo HCPA, o que torna estes indicadores e estes procedimentos inadequados para avaliação da qualidade de nossos processos clínicos.

A busca da qualidade da atenção dos serviços de saúde deixou de ser uma atitude isolada e tornou-se hoje um imperativo técnico e social. A Sociedade está cada vez mais exigindo a qualidade dos serviços a ela prestados, principalmente por órgãos públicos. Esta exigência torna fundamental a criação de normas e mecanismos de avaliação e controle da qualidade assistencial. Uma vez que a garantia da qualidade exige um maior nível de profissionalismo e, consequentemente, um melhor desenvolvimento técnico, a meta final de um programa de busca da qualidade deve ser a busca da “satisfação do paciente, por intermédio de uma atenção competente, apropriada e oportuna, sem duplicação ou super-utilização dos serviços, com um mínimo de complicações ou seqüelas” Novaes, 1992).

O Hospital de Clínicas, na busca da melhoria da qualidade de sua atividade assistencial, está empenhado em definir indicadores e critérios e procedimentos adequados para avaliação desta qualidade. O propósito deste documento, portanto, é o de subsidiar este trabalho.

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2- A GESTÃO DA QUALIDADE

Qualidade é um conceito considerado por todos os autores como complexo, cujos componentes podem ser agrupados em sete atributos ou pilares fundamentais (Donabedian 1990, Gastal 1995):

·         Eficácia: é a habilidade da ciência médica em oferecer melhorias na saúde e no bem-estar dos indivíduos. (efficacy)

·         Efetividade (effectiveness): é a relação entre o benefício real oferecido pelo sistema de saúde ou assistência e o resultado potencial, representado esquematicamente por uma fração, em que os estudos epidemiológicos e clínicos oferecem as informações e resultados para obter a resultante desta relação (Donabedian, 1990).                            

 

Efetividade = Melhoria gerada pelo sistema oferecido /

                      Melhoria esperada pelo sistema “ideal”

 

·        Eficiência (efficiency): é a relação entre o benefício oferecido pelo sistema de saúde ou assistência médica e seu custo econômico, representado pela seguinte equação:

                          

Eficiência = Melhoria gerada pelo sistema oferecido /

                   Custo econômico deste sistema”

 

·         Otimização (optimality, maximização, otimização): é o estabelecimento do ponto de equilíbrio relativo, em que o benefício é elevado ao máximo em relação ao seu custo econômico. Em termos gráficos, é o ponto de estabilização da curva de benefícios. Em outros termos, segundo Donabedian (1990), é a tentativa de evitar benefícios marginais a custos inaceitáveis, ou é a relação entre as necessidades reais de saúde (comprováveis epidemiológicamente) e o atendimento das mesmas pelo sistema de saúde.

·         Aceitabilidade (acceptability): é a adaptação dos cuidados médicos e da assistência à saúde às expectativas, desejos e valores dos pacientes e suas famílias. Este atributo é composto por 5 conceitos: acessibilidade, relação médico-paciente, amenidades, preferências do paciente quanto aos efeitos da assistência, preferências do paciente quanto aos custos da assistência (Gastal, 1995).

·         Legitimidade (legitimacy): é a possibilidade de adaptar satisfatoriamente um serviço à comunidade ou à sociedade como um todo. Implica conformidade individual, satisfação e bem-estar da coletividade.:

·         Equidade (equity): é a determinação da adequada e justa distribuição dos serviços e benefícios para todos os membros da comunidade, população ou sociedade.

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Portanto, a qualidade da assistência é avaliada pela conformidade ou adequação a um grupo de expectativas ou padrões que derivam de 3 aspectos básicos: a eficácia, determinada pela ciência médica; a conformidade, determinada por valores e expectativas individuais; a legitimidade, determinada por valores e expectativas sociais. Assim, a qualidade não é avaliada exclusivamente em termos técnicos ou da prática específica da assistência, mas por um conjunto de fatores que envolvem elementos individuais e coletivos no estabelecimento deste juízo de valor. Consequentemente, Qualidade em Saúde é um conceito fluido, abstrato e de complexa definição, mas que deve ser proposto em cada sociedade ou grupo social (Donabedian, 1990; Gastal, 1995).

Existem fatores que interferem e fazem variar a Qualidade, tais como a variabilidade e localização dos serviços de assistência; o treinamento, experiência, especialização e a idade dos profissionais; as condições do local onde se realiza a assistência; o financiamento e a organização da assistência; as características do hospital (tamanho, volume e produção assistencial) e as características da clientela (atributos demográficos, socioeconômicos ou culturais). (Donabedian, 1985).

Segundo Quinto Neto e Gastal (1995), coerentemente com o modelo médico, a Qualidade em aúde busca assegurar ao paciente que toda a organização estará voltada para maximizar os cuidados e benefícios e minimizar os risco inerentes a ação médico-terapêutica (Gastal e Leite, 1992).

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3- INDICADORES

3.1 – CONCEITOS GERAIS

 

Para avaliar a qualidade da assistência é necessário traduzir os conceitos e definições gerais, da melhor maneira, em critérios operacionais, parâmetros e indicadores, validados e calibrados pelos atributos da estrutura, processo e resultados (Donabedian, 1988).

            Critério: É um conceito teórico, uma aproximação à realidade, que idealmente deve ser validado cientificamente baseado em conhecimento fundamentado. Podem ser inferidos ou baseados na prática de eminentes clínicos, mas em virtude destas características os mesmos variarão em sua validade, autoridade (legitimidade) e rigor.

            Os critérios poderão dispor de parâmetros , limites que separam a qualidade aceitável da não aceitável. Idealmente estes parâmetros devem ser definidos com fundamento epidemiológico e conceitual, mas podem também ser definidos por critérios econômicos, políticos, consensuais ou de autoridade.

            Indicadores são variáveis que medem quantitativamente as variações no comportamento dos critérios de qualidade anteriormente estabelecidos. É a variável que descreve uma realidade (Saraceno e Levav, 1992), devendo para isso Ter as características de uma medida válida em termos estatísticos. Assim, um indicador deve apresentar as seguintes características:

a)       exatidão: possibilidades mínimas de erro;

b)       confiabilidade: mesmas medidas podem ser obtidas por diferentes pesquisadores, frente a um mesmo evento.

c)       Simplicidade: registros e medidas sem dificuldades;

d)       Pertinência: estar correlacionado ao fenômeno ou critério que está sendo examinado;

e)       Validade: medir efetivamente o fenômeno ou critério;

f)         Sensibilidade: detectar as variações no comportamento do fenômeno que examina.

 

Os indicadores proporcionam as informações necessárias e mensuráveis para descrever tanto a realidade como as modificações devidas à presença do serviço ou assistência (Saraceno e Levav, 1992; Gastal, 1995)

Segundo a WHO, indicadores são marcadores da situação da saúde, performance de serviços ou disponibilidade de recursos definidos para permitir a monitorização de objetivos, alvos e performances (WHO, 1996). Portanto, indicadores não devem ser confundidos com objetivos e alvos. Objetivos são declarações de melhoria de saúde ou de redução de doenças expressos quantitativamente dentro de um período de tempo. Alvos são usualmente expressões de uma performance desejada como por exemplo resultados ou coberturas a serem atingidos em determinado prazo.

Indicadores de saúde podem ser de 3 tipos:

1-       resultados (outcomes): situação de saúde ou mortalidade

2-       processos (assistência e gestão de saúde)

3-       determinantes (fatores comportamentais e conhecimento público)

Um bom indicador deve atender a 4 características básicas para ser cientificamente aceito:

1-       validade: deve expressão da verdade de um fenômeno que está sendo medido;

2-       objetividade: deve ser apto a fornecer o mesmo resultado se medido por diferentes pessoas em diferentes meios, sobre circunstâncias similares;

3-       sensibilidade: deve ser capaz de refletir mudanças no fenômeno de interesse;

4-      especificidade: deve refletir mudanças apenas nos fenômenos específicos de interesse.

Além das características científicas desejáveis, outros critérios adicionais são relevantes no uso de um indicador e da metodologia empregada para a coleta de dados:

1-       os dados necessários para o indicador devem ser úteis para a gerência ou para o apoio à decisão dentro da comunidade onde os dados são coletados, pela equipe que originalmente coleta o dado ou pelo serviço responsável por este dado;

2-       deve ser viável obter os dados necessários para cada indicador e estes dados devem ser gerados, tanto quanto possível, através de processos de serviços de rotina ou através de surveys simples e facilmente executáveis;

3-       os indicadores devem ser simples e inteligíveis, medindo uma condição ou aspecto do serviço. Indicadores compostos devem ser evitados.

4-       O indicador e os processos de coleta e processamento de dados relevantes devem ser éticos.

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Ao adotar um indicador, a instituição deve ter a preocupação de descrevê-lo acuradamente, o que pressupõe:

1-       Título adequado;

2-       Meta desejada;

3-       Definição textual do indicador, com indicações de numerador e denominador nos casos de taxas ou proporções;

4-       Definição de termos importantes que tenham um significado específico dentro do contexto do indicador ou da instituição;

5-       Fonte de dados, que pode ser coleta de dados de rotina, pesquisa específica ou outras fontes;

6-       Métodos de coleta de dados recomendados, o que pode ser fundamental em alguns casos;

7-       Uso do indicador, isto é, como o indicador pode e deve ser utilizado;

8-       Formas de apresentação recomendadas

9-       Referências com indicação de fontes de informações adicionais sobre este e outros indicadores relacionados.

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4 - INDICADORES HOSPITALARES

 

Vários são os indicadores utilizados para avaliar a qualidade da assistência médica prestada em hospitais. Os mais conhecidos são:

·         Taxa de mortalidade

·         Tempo de permanência

·         Taxa de readmissão imediata

·         Taxa de infecção hospitalar

·         Complicações cirúrgicas

·         Percentual de cesáreas

 

Segundo Novaes e Paganini (1992), a detecção de indicadores de qualidade não deve procurar uma descrição exaustiva dos serviços hospitalares mas sim a verificação dos dados mais representativos da realidade existente, cuja análise permita chegar a conclusões eficazes de forma simples. Portanto, os indicadores selecionados deverão ser facilmente verificáveis, quando possível somente por observação,

 

Os padrões mínimos obrigatórios de qualidade assistencial hospitalar, segundo a OPAS e a FLAH, incluem:

 

·  Continuidade da assistência médica: Supervisão médica, plantões, visitas diárias.

·  Transferências ou referências: mecanismos e critérios de referência e contra-referência

·  Ambulatórios: nas especialidades básicas, turnos disponíveis durante o dia; para as outras, tempo de espera não superior a 7 dias.

·  Emergências: médicos de plantão 24 horas, local de uso exclusivo,, enfermagem e apoio de radiologia, laboratório e hemoterapia.

·  Laboratório de análises clínicas: análises mais comuns, conta com técnico e/ou bioquímico de plantão 24 horas.

·  Diagnóstico por imagem: habilitação de acordo com os requerimentos do Serviço de Radiofísica sanitária, equipamentos fixos.

·  Hemoterapia: serviço disponível que permita obter sangue certificado em menos de 1 hora, funcionando de acordo com as normas de controle de doenças transmissíveis.

·  Assistência obstétrica: conta com médico obstetra e médico pediatra de plantão. Os partos se fazem em sala de partos diferenciada, dentro da área cirúrgica.

·  Área cirúrgica: Possui área de circulação restrita, local de apoio para lavagem, enfermaria e vestiário para a equipe cirúrgica. Existem normas de preparação e se dispõe de material adequado. Todas as cirurgias têm protocolo cirúrgico e anestésico. Existe um procedimento padronizado de limpeza da sala cirúrgica entre cirurgias.

·  Anestesiologia: os anestesistas atendem a solicitações dos cirurgiões e fazem o protocolo anestésico, com plantões organizados local ou a distância.

·  Controle de infecções hospitalares: conta com padrões escritos sobre precauções para o controle de infecções, faz registro de incidência de infecções hospitalares ou estudos de prevalência anual (n2), conta com uma pessoa pelo menos encarregada do controle de infecções (enfermeira), que utiliza métodos ativos de vigilância epidemiológica (N3).

·   

São considerados padrões não obrigatórios:

·         Cuidados críticos

·         Neonatologia

·         Medicina nuclear

·         Radioterapia

·         Reabilitação

·         Serviço Social

·         Biblioteca voltar ao início

4.1- CRITÉRIOS ADOTADOS PELA JCAHO

            A Comissão Conjunta de Acreditação de Organizações Hospitalares tem por missão melhorar a qualidade da assistência médica prestada ao público.

Seu processo de avaliação busca medir aspectos críticos da assistência médica de qualidade, divididos nos seguintes grupos:

1-       Direitos, Responsabilidades e Ética:

2-       Continuum da Assistência

3-       Educação e Comunicação

4-       Liderança

5-       Gestão de Recursos Humanos

6-       Gestão da Informação

Planejamento e definição de necessidades

Confidencialidade, segurança e integridade

Padronização

Treinamento

Transmissão de dados e informação

Disponibilidade de dados e informações

Dados e informações específicos sobre os pacientes

Dados e Informações agregados

Acesso ao conhecimento

Dados e informações comparativos

7-       Melhoria da performance da rede de assistência

 

 

5- RECOMENDAÇÕES

Recomenda-se:

·         a realização de um estudo mais aprofundado do “estado da arte”, através da revisão mais completa da literatura;

·         a aquisição das publicações da JCAHO (Manual de Acreditação e Padrões de Acreditação Hospitalar)

·         a realização de um amplo levantamento dos indicadores utilizados atualmente no HCPA

·         a realização de uma “pesquisa de opinião” (que poderia ser conduzida através da metodologia de “focus groups”) sobre a percepção das diferentes categorias de prestadores de assistência médica a respeito de indicadores e critérios de avaliação de qualidade assistencial, levando-se em consideração as conclusões do estudo conduzido pela Comissão temporária para a definição de Indicadores de Qualidade, nomeada pelo VPM  em agosto de 1994.

·         Com base nas etapas anteriores, a definição do conjunto de indicadores que meçam adequadamente os critéris considerados importantes na avaliação da qualidade assistencial

·         estabelecimento de um “Manual de Qualidade Hospitalar” que contemple a definição dos indicadores de acordo com os crit´rios adotados pela OMS (seção 2) e sua difusão entre o corpo clínico do hospital

·         Estabelecimento de procedimentos e rotinas periódicos para avaliação e medição destes indicadores

·         Utilização efetiva destes indicadores para o apoio à tomada de decisão nos níveis operacional, tático e estratégico do HCPA.

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Bibliografia

 

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Gastal FL. Controle estatístico de processo: um modelo para a avaliação da qaulidade de serviços de internação psiqui[atrica. São Paulo: UNIFESP-EPM/SP, tese de Doutorado. 1995

 

Donabedian - vários...

 

Novaes, HP. “Garantia de qualidade em hospitais da América Latina e Caribe. OPAS, 1992.

 

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Quinto Neto, A. “Rumo à Acreditação Hospitalar”. IAHCS, Porto Alegre,1997.

 

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JCAHO

 

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GARANTIA DE QUALIDADE: ACREDITAÇÃO DE HOSPITAIS PARA AMÉRICA LATINA E CARIBE – H.M. Novaes e J.M. Paganini. OPAS/FLAH/FBH. Série Silos n. 13, 1992

 

Castelar, RM; Mordelet, P; Grabois, V. Gestão Hospitalar: Um desafio para o hospital brasileiro

Éditions École Nationale de la Santé Publique, 1995. 230 pp

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