As pneumonias estão, juntamente com as infecções cirúrgicas, sepses e infecções urinárias, entre os quatro tipos de infecções mais freqüentes, perfazendo aproximadamente 10% de todas as infecções hospitalares. A estadia do paciente [1],[2], aumenta em média 9 dias o período de hospitalização. A pneumonia é a segunda infecção em termos de incidência e a mais freqüente em unidades de terapia intensiva, aumentando consideravelmente os custos hospitalares.
Os mecanismos de defesa do sistema respiratório, durante a hospitalização, podem sofrer redução na sua eficiência. Esta redução ocorre em conseqüência das condições causadas pela própria patologia do paciente ou pela invasão do organismo ultrapassando as barreiras naturais e ainda por modificações pela terapêutica medicamentosa.
| MECANISMOS DE DEFESA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO |
| Flora normal da
orofaringe Filtração aerodinâmica Tosse Broncoconstrição Bloqueio de ar Movimento mucociliar Secreções de orofaringe e vias aéreas: saliva, muco Lactoferrina Complemento Surfactante Fibronectina Alfa- antitripsina Lisozima Imunoglobulina A e G Linfócitos bronquiais Macrófagos alveolareslora normal da orofaringe Filtração aerodinâmica Tosse Broncoconstrição Bloqueio de ar Movimento mucociliar Secreções de orofaringe e vias aéreas: saliva, muco Lactoferrina Complemento Surfactante Fibronectina Alfa- antitripsina Lisozima Imunoglobulina A e G Linfócitos bronquiais Macrófagos alveolares |
A prevenção de pneumonias hospitalares é uma tarefa difícil e os índices de infecção tendem a elevar-se. Em países desenvolvidos, as novas tecnologias que mantêm permeáveis as vias aéreas do paciente e mais tempo estabilizadas suas funções básicas aumentam a exposição dos pacientes a determinados fatores de risco e a possibilidade de alteração das defesas. Em países em desenvolvimento, técnicas importadas sem as condições tecnológicas ideais aumentam o risco de morbimortalidade associada à materiais de terapia respiratória escassos e com processos de descontaminação nem sempre adequados.
Os pacientes mais predispostos[3],[4],[5],[6],[7],[8],[9],[10] a este tipo de infecção são aqueles com extremos de idade, doenças graves, imunodepressão, imobilização por trauma ou doença, depressão do sensório, doença cardio-pulmonar, aqueles que são submetidos a cirurgias torácicas ou abdominais. aqueles que necessitam de terapia respiratória, desde nebulizações, oxigenioterapia, até presença de tubo endotraqueal e ventilação mecânica e finalmente, ainda aqueles pacientes submetidos a testes funcionais ou diagnósticos que envolvam manipulação do trato oro-gastro-respiratório.
|
FATORES PREDISPONENTES À PNEUMONIAS SEGUNDO LITERATURA[3] |
| Referência No. | |
| [11] | Doença broncopulmonar obstrutiva crônica |
| [12] | Falência múltipla de órgãos |
| [13] | Coma |
| [14] | História prévia de DPOC |
| [15] | Sonda nasogástrica e tubo endotraqueal |
| [16] | Tempo de estadia em UTI |
| [17] | Pacientes acamados com doença neurológica, em uso de sonda nasogástrica e
aspiração de conteúdo gástrico |
| [18] | Mais do que uma entubação durante o período de Ventilação mecânica |
| [19] | Aspiração de conteúdo
gástrico |
| [20] | Presença de monitor de pressão intracraniana |
| [21],[22],[23],[24] | Sem diferença troca de circuitos de ventiladores mecânicos a cada 24 horas comparado a maior tempo (48horas a uma semana) |
FATORES ASSOCIADOS COM O AUMENTO DA MORTALIDADE POR PNEUMONIAS HOSPITLARES[25]
Relacionados ao hospedeiro
extremos das faixas etárias
gravidade
imunossupressão
Colonização de orofaringe ou estômago
admissão em terapia intensiva
doença pulmonar crônica
administração de
antimicrobianos de amplo espectro
profilaxia de sangramento por
"stress" com antiácidos ou bloqueadores de H2
Condições condutoras à aspiração
intubação endotraqueal
intubação oro ou nasoenteral
coma
Suporte Ventilatório prolongado ou material de terapia respiratória contaminado
Ventilação pulmonar pobre
Cirurgias de cabeça e pescoço
Cirurgias de abdômen
Pacientes imobilizados
DEFINIÇÃO BÁSICA DE PNEUMONIAS
A pneumonia se refere à inflamação distal do pulmão causada por infecção por microorganismos e é caracterizada histológicamente pelo acúmulo de neutrófilos nos bronquíolos distais, alvéolos e interstício [26].
O diagnóstico das pneumonias é difícil e consequentemente a mensuração do impacto das medidas preventivas adotadas na prevenção e controle.
PATOGÊNESE DAS PNEUMONIAS[27] por Gram negativos
Início dos fatores predisponentes
doença
grave, cirurgia, antibióticos, início de proteases
Colonização
Propriedades
de aderência da orofaringe e epitélio traqueobrônquico são alterados, aquisição de
bacilos gram negativos
Entrada nos pulmões
Ocorre aspiração de vias aéreas superiores ou de secreções gástricas
neutralizadas.
Interação com os mecanismos de defesa
A alteração dos mecanismos de defesa do hospedeiro permitem a
multiplicação bacteriana.
Formação de exudato inflamatório pulmonar
Edema, infiltrado celular inflamatório, coleção de produtos bacterianos
nos espaços aéreos.
Saída dos pulmões
Pode ocorrer disseminação por via linfática ou sangüínea
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA PNEUMONIAS[28]
1) Percussão massissa/ "surda" ao exame do tórax E qualquer dos seguintes:
Reinicio/ aumento de produção de escarro ou mudança das características do escarro.
Hemocultura positiva
Cultura de aspirado traqueal, escovado brônquico ou biópsia.
2) Radiografia de tórax com novo ou progressivo infiltrado, consolidação, cavitação ou derrame pleural E qualquer dos seguintes:
Reinicio/ aumento de produção de escarro ou mudança das características do escarro.
Hemocultura positiva
Cultura de aspirado traqueal, escovado brônquico ou biópsia.
Vírus ou antígeno detectado em secreção respiratória
Diagnóstico por titulação simples de anticorpo (IgM) ou aumento de 4 vezes em sorologia dupla (IgG) para patógeno
Evidência histopatológica de broncopneumonia.
3) Paciente com = 12 meses com UM dos seguintes:
Apnéia, taquipnéia, bradicardia, sibilos, roncos ou tosse
E qualquer dos seguintes:
Reinicio/ aumento de produção de escarro ou mudança das características do escarro.
Hemocultura positiva
Cultura de aspirado traqueal, escovado brônquico ou biópsia.
Vírus ou antígeno detectado em secreção respiratória
Diagnóstico por titulação simples de anticorpo (IgM) ou aumento de 4 vezes em sorologia dupla (IgG) para patógeno
Evidência histopatológica de broncopneumonia.
4) Paciente com = 12 meses com radiografia de tórax com novo ou progressivo infiltrado, consolidação, cavitação ou derrame pleural E qualquer dos seguintes:
Reinicio/ aumento de produção de escarro ou mudança das características do escarro.
Hemocultura positiva
Cultura de aspirado traqueal, escovado brônquico ou biópsia.
Vírus ou antígeno detectado em secreção respiratória
Diagnóstico por titulação simples de anticorpo (IgM) ou aumento de 4 vezes em sorologia dupla (IgG) para patógeno
Evidência histopatológica de broncopneumonia.
O Center for Disease Control and Prevention de Atlanta (CDC) nos Estados Unidos, publica periodicamente recomendações baseadas no grau de comprovação cientifica dos trabalhos publicados até o momento. Os "Guidelines" são elaborados para diversas áreas, sendo que o relativo a prevenção de infecções foi publicado pela primeira vez em 1981 e revisado em 1994[10] , [29].
O grupo responsável pelo desenvolvimento destes trabalhos, The Hospital Infection Advisory Commitee, classifica suas recomendações de acordo com os seguintes níveis:
NÍVEIS DE RECOMENDAÇÃO
CATEGORIA IA
Medidas fortemente recomendadas para implementação e suportadas por estudos experimentais, clínicos ou epidemiológicos bem delineados.
CATEGORIA IB
Medidas fortemente recomendadas para implementação e suportadas por alguns estudos experimentais, clínicos ou epidemiológicos e com forte teoria lógica e racional.
CATEGORIA II
Medidas sugeridas para implementação e embasados por estudos sugestivos clínicos ou epidemiológicos ou teorização racional.
SEM RECOMENDAÇÃO/ NÃO RESOLVIDO
Práticas para as quais as evidências são insuficientes ou não há consenso relacionado à eficácia.
O manual em sua íntegra pode ser encontrado no enderêço: www.cdc.gov
RECOMENDAÇÕES DO CDC PARA A PREVENÇÃO DE PNEUMONIAS HOSPITALARES
-Orientar e educar profissionais de saúde sobre medidas
preventivas de Pneumonia. IA
-Vigilância para pneumonias em pacientes em terapia intensiva:
Com Ventilação Mecânica
Determinados pacientes em pós operatório.
Identificar microorganismos causadores de infecção e perfil de sensibilidade aos
antibióticos.
Taxas: expressar o número de infecções por 100 pacientes dia ou por 1000 dias de
ventilação. IA
II.
Interrupção da transmissão de microorganismos
Tratamento e manutenção de
materiais e equipamentos
a) Limpe escrupulosamente materiais a serem esterilizados e desinfetados. IA
b) Esterilizar ou realizar desinfecção de alto nível em materiais que entrem em contato com trato respiratório inferior ( desinfecção de alto nível: soluções desinfetantes líquidas ou 76ºC por 30 minutos. Enxaguar, secar e empacotar com técnica asséptica. IB
c)Enxágüe
-Usar água estéril para enxaguar equipamento
respiratório, semicrítico após a desinfecção.IB
-SEM RECOMENDAÇÃO para utilizar água da torneira como alternativa para enxaguar, após
a desinfecção com ou sem secagem, com ou
sem auxílio de álcool. NÃO RESOLVIDO
d. Não reprocessar equipamento descartável, a menos que seja assumido que não há dano ao paciente, que há custo-benefício e que não afeta a estrutura e/ou a função do material ou equipamento. IB
a) Ventiladores
mecânicos
Não esterilizar ou desinfetar rotineiramente o maquinário interno. IA
b) Circuitos, com umidificadores
-Não trocar mais freqüentemente que a cada 48
horas, incluindo seus assessórios.IA
-SEM RECOMENDAÇÃO para o tempo máximo de troca. NÃO RESOLVIDO
-Esterilizar ou realizar desinfecção dos circuitos, umidificadores, nebulizadores entre
pacientes.IB
-Drenar e descartar periodicamente solução condensada nos circuitos, cuidando para não
fluir em direção ao paciente. Lavar as mãos após realizar o procedimento. IB
-SEM RECOMENDAÇÃO para utilizar filtro ou
sifão na parte distal expiratória para coletar condensado.NÃO RESOLVIDO
-Não colocar filtros bacterianos entre o reservatório umidificador e a parte
inspiratória do circuito.IB
- Fluídos para umidificação
Usar água estéril em umidificadores de borbulhamento.II
Usar água estéril, destilada ou da torneira para umidificadores de mecha (ou
vaporização). II
SEM RECOMENDAÇÃO para preferência de umidificação em sistema fechado,
contínuo. NÃO RESOLVIDO
c) Circuitos de ventiladores com umidificadores condensadores- higroscópicos ou por troca de vapor
-SEM RECOMENDAÇÃO para qualquer dos dois tipos
preferentemente ao umidificador aquecido para prevenção de pneumonia. NÃO RESOLVIDO
-Trocar de acordo com instruções do fabricante, contaminação evidente ou disfunção
mecânica. IB
-Não trocar o circuito ventilatório conectado a um destes umidificadores enquanto
estiver em uso no paciente. IB
a) Seguir as instruções do fabricante para uso e
manutenção dos umidificadores de oxigênio de parede, a menos que se possa assumir que
não há riscos para o paciente e tenha custo- benefício. IB
b) Entre pacientes trocar tubos e máscaras e óculos nasal utilizados para utilização
de oxigênio da parede. IB
4. Nebulímetros para medicação
a) I.Entre pacientes desinfetar, enxaguar com água estéril e secar com ar comprimido. IB
II.SEM RECOMENDAÇÃO para utilizar água da torneira como alternativa para enxaguar entre os tratamentos para o mesmo paciente. NÃO RESOLVIDO
b) Trocar nebulizadores esterilizados ou com desinfecção de alto nível entre pacientes. IB
c) Utilizar fluidos estéreis e técnica asséptica para nebulização.IA
d) Dispensar, manusear e estocar medicação de múltiplas doses de acordo com o fabricante. IB
5. Nebulizadores de volume e tendas
a) Não usar umidificadores de ambiente que gerem aerossóis a menos que eles possam sofrer tratamento diariamente e ser reenchidos com fluidos estéreis.IA
b)Trocar nebulizadores utilizados para terapia inalatória, pacientes traqueostomizados por esterilizados ou com desinfecção de alto nível a cada 24 horas para o mesmo paciente. IB
c)Trocar nebulizadores esterilizados ou com desinfecção de alto nível entre pacientes. IB
d) SEM RECOMENDAÇÃO para trocar nebulizadores e tendas em uso para o mesmo paciente. NÃO RESOLVIDO
6. Outros equipamentos utilizados para terapia inalatória.
a) Entre pacientes trocar espirômetros, sensores de oxigênio e outros equipamentos respiratórios por esterilizados ou com desinfecção de alto nível. IB
b) Entre pacientes trocar aparelhos de ressuscitação pulmonar (p.ex. ambús) por esterilizados ou com desinfecção de alto nível. IA
c) SEM RECOMENDAÇÃO para troca de filtros higroscópicos colocados na entrada das bolsas de ressuscitação pulmonar. NÃO RESOLVIDO
a) Não esterilizar ou desinfetar rotineiramente o maquinário interno. IA
b) Limpar e esterilizar ou desinfetar com desinfetante de alto nível todos os materiais reutilizáveis ( tubo endotraqueal ou máscara, tubulações inspiratórias e expiratórias, ayre, reservatório e umidificador) entre os diferentes pacientes conforme instruções do fabricante. IB
c)SEM RECOMENDAÇÃO para freqüência de troca e desinfecção do recipiente de cal sodada. NÃO RESOLVIDO
d) Seguir instruções do fabricante sobre manutenção , esterilização e limpeza de materiais ou assessórios do sistema ventilatório. IB
e)Drenar e descartar periodicamente solução condensada nos circuitos, cuidando para não fluir em direção ao paciente. Lavar as mãos ou utilizar produto especial para mãos após realizar o procedimento. IB
f) SEM RECOMENDAÇÃO para utilizar filtro no equipamento de ventilação ou circuito de anestesia. NÃO RESOLVIDO
Equipamentos para testes de função pulmonar
a) Não esterilizar ou desinfetar rotineiramente o maquinário interno para uso entre pacientes. II
b) Limpar e esterilizar ou desinfetar com desinfetante de alto nível ou pasteurização todos os materiais reutilizáveis (bocais, tubos e conectores) entre os diferentes pacientes OU conforme instruções do fabricante. IB
Interrupção da transmissão de microorganismos de
pessoa a pessoa
1. Lavagem de Mãos
Lavar as mãos após o contato com secreções de vias aéreas ou objetos contaminados com secreções, antes e após contato com paciente com tubo endotraqueal ou traqueostomia mesmo que tenham utilizadas luvas. IA
2. Precauções
a) Usar luvas para contato com materiais contaminados com secreções de vias aéreas ou contato com as secreções. IA
b)Trocar luvas e lavar as mãos entre contato com pacientes; após contato com secreções ou objetos contaminados com secreções respiratórias e antes contato com outro paciente, objeto ou superfície; e entre contatos com sítio corporal e trato respiratório ou material de terapia respiratória no mesmo paciente. IA
c)Vestir avental quando contato com secreções aéreas é iminente e trocar após tal contato colocando outro para contato com outro paciente. IB
3. Cuidado de pacientes com traqueostomia
a) Realizar traqueostomia em condições de esterilidade cirúrgica. IB
b) Trocar tubo de traqueostomia utilizando técnica asséptica, utilizando um tubo esterilizado ou que sofreu alto nível de desinfecção.IB
4. Aspiração de secreções respiratórias
a) SEM RECOMENDAÇÃO para luvas esterilizadas prioritariamente a luvas limpas para aspirar secreções. NÃO RESOLVIDO
b) Se o sistema de aspiração é aberto utilizar um cateter novo esterilizado a cada aspiração. II
c) Usar apenas fluidos estéreis para a sucção se o cateter for utilizado para reentrada no trato respiratório inferior. IB
d) SEM RECOMENDAÇÃO para utilizar um sistema fechado de múltiplos usos em preferência ao sistema aberto com cateter de uso único. NÃO RESOLVIDO
e) Trocar o frasco de aspiração entre pacientes. IB
f) Trocar os tubos de coleção dos frascos entre usos em diferentes pacientes, a menos que em unidades de curta permanência. IB
III
Modificando os fatores de risco do hospedeiro para
infecção
Precauções para prevenção de pneumonia endógena
Tão cedo quanto as condições clínicas permitam descontinuar nutrição enteral, remover tubos endotraqueais, traqueostomia e tubos enterais. IB
1. Prevenção de aspiração associada à nutrição enteral.
a) Se não houver contra-indicação, elevar a cabeceira a um ângulo de 30 a 45º de pacientes com maior risco de pneumonia aspirativa, como pacientes em ventilação mecânica e com tubo de nutrição enteral. IB
b) Checar rotineiramente a correta localização do tubo enteral. IB
c) Checar rotineiramente motilidade gástrica e ajustar o volume da administração enteral para evitar regurgitamento. IB
d) SEM RECOMENDAÇÃO para utilizar tubos enterais de pequenos orifícios para nutrição enteral. NÃO RESOLVIDO
e) SEM RECOMENDAÇÃO para administrar nutrição enteral contínua ou intermitente. NÃO RESOLVIDO
f) SEM RECOMENDAÇÃO para preferir localização de tubos enterais, por exemplo tubos jejunais distais ao piloro. NÃO RESOLVIDO
Precauções para prevenção de pneumonia endógena
2. Prevenção de aspiração associada à intubação endotraqueal
a) SEM RECOMENDAÇÃO para utilizar tubo oro traqueal e, detrimento de endotraqueal para prevenção de pneumonia. NÃO RESOLVIDO
b) SEM RECOMENDAÇÃO para rotineiramente utilizar tubo com lume dorsal acima do balonete endotraqueal para permitir drenagem (por sucção) das secreções traqueais que se acumulam na área subglótica. NÃO RESOLVIDO
c) Antes de desinflar o balonete assegurar-se de que foram removidas as secreções acima do balonete do tubo.
3.Prevenção de colonização gástrica
a) Se é necessária profilaxia de sangramento por stress em paciente com Ventilação mecânica utilizar uma medicação que não aumente o PH gástrico. II
b) SEM RECOMENDAÇÃO para descontaminação seletiva de paciente grave em Ventilação mecânica ou trato digestivo de paciente de terapia intensiva com antimicrobianos orais ou intravenosos para prevenção de pneumonia por bacilos gram-negativos ( ou Candida sp). NÃO RESOLVIDO
c) SEM RECOMENDAÇÃO para acidificar alimentos enterais para prevenir pneumonia. NÃO RESOLVIDO
Prevenção de pneumonia pós operatória
1. Orientar pacientes pré operatórios, especialmente aqueles com alto risco de pneumonia (que se submeteram à anestesia, especialmente em cirurgias torácicas, de cabeça e pescoço ou com disfunção pulmonar - DPOC- testes pulmonares anormais ou anormalidades músculo esqueléticas do tórax) com relação a tossir, realizar respiração profunda, deambulação precoce no período pós operatório. IB
2. Orientar pacientes pós operatórios, especialmente aqueles com alto risco de pneumonia com relação a tossir, realizar respiração profunda, deambulação precoce a menos que clinicamente contraindicado. IB
3. Controlar a dor que interfere na tosse e respiração profunda no pós operatório imediato com analgésicos sistêmicos inclusive analgesia controlada, com poucos efeitos de supressão da tosse, se possível; providencial suporte para ferida abdominal, como travesseiros para sustentação; ou regional (peridural) analgésica.IB
4. Usar espirômetro ou pressão positiva pulmonar intermitente em pacientes com alto risco de desenvolver pneumonia pós operatória(que se submeteram à anestesia, especialmente em cirurgias torácicas, de cabeça e pescoço ou com disfunção pulmonar - DPOC- testes pulmonares anormais ou anormalidades músculo esqueléticas do tórax). II
Outros procedimentos preventivos de pneumonia
1. Vacinação de pacientes
Vacinar pacientes de alto risco de complicação de pneumonia pmeumococica com vacina anti-pneumococo ( pessoas acima de 65 anos, adultos com doença cardiovascular ou pulmonar, diabéticos, alcoolismo, cirrose, ou lesões cérebro espinhais e crianças e adultos com imunossupressão, asplenia funcional ou anatômica ou infecção por HIV). IA
2. Não instituir antibioticoprofilaxia para prevenir pneumonia. IA
3. Utilização de camas com rotação cinética ou mudança de decúbito lateral.
SEM RECOMENDAÇÃO para utilizar de camas com rotação cinética ou mudar de decúbito lateral (colocar pacientes em camas que permitam rotação em seus eixos longitudinais intermitentes ou continuamente) para prevenção de pneumonia, em pacientes de terapia intensiva, pacientes graves ou imobilizados por doença ou trauma. NÃO RESOLVIDO
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