INFORMAÇÕES AOS LEIGOS

 


INFECÇÃO HOSPITALAR- O QUE É?

A infecção hospitalar é aquela que não estava presente e nem em incubação ( se desenvolvendo sem se manifestar, em "silêncio") no momento em que o paciente internou no hospital.

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INFECÇÃO COMUNITÁRIA

A infecção comunitária é aquela que já estava presente no momento em que o paciente internou no hospital. Pode até estar em incubação ( se desenvolvendo sem se manifestar, em "silêncio") e aparecerem os sintomas após a internação.

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TIPOS DE INFECÇÕES HOSPITALARES

Os principais tipos de infecção são:

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QUEM ESTÁ SOB MAIOR RISCO DE ADQUIRIR INFECÇÕES

Os seguintes grupos de pessoas estão sob maior risco de adquirir infecções, independentemente de hospitalares ou comunitárias.

   

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DEFESAS DO ORGANISMO (exemplos de Barreiras Naturais)  

 

IMUNIDADE NÃO ESPECÍFICA

Pele- descamação e "escudo" de proteçào
Mucosas- células do trato gastrointestinal que "movimentam" o conteúdo (peristalse)
Suor  e glândulas cebáceas
Respiratórias (reflexo de tosse, espirro, movimento mucociliar da árvore respiratória)
Olhos (fechar automaticamente)
Boca (secreções e movimentos musculares)  
Sistema urinário ( eliminação de toxinas pela urina)  
Gastrointestinal- vômitos e diarréia para expulsar toxinas indesejáveis)
Fatores bioquímicos através agentes presentes nas secreções- ácido clorídrico no estômago, enzimas na saliva, lágrima  

DEFESAS

Imunidade celular (defesas gerais desenvolvidas pelo organismo, levadas através do sangue e fluídos)  

     Imunidade passiva

Imunidade ativa

 

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COMO AS PESSOAS PODEM EVITAR O RISCO DE ADQUIRIR INFECÇÕES

 

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TRANSMISSÃO DAS INFECÇÕES HOSPITALARES

As infecções hospitalares se desenvolvem pela combinação de diferentes fatores:

a)       defesas individuais (conforme descritas acima)

b)       grau de agressividade dos microorganismos (micróbios)

c)       modo de transmissão da doença (forma do microorganismo entrar no organismo humano)

 

TRANSMISSÃO POR CONTATO

·         O principal modo de transmissão das infecções hospitalares é através da transmissão por CONTATO com sujeira e secreções e eliminações de outras pessoas ou com materiais sujos com estas secreções e eliminações. volta

TRANSMISSÃO PELO AR

·         Além do contato as infecções podem se transmitir dentro do hospital através DO AR. Dependendo do tipo de doença pode ser apenas pela respiração (mais raro) ou por espirro ou tosse. Pessoas com gripe ou outras infecções muito transmissíveis, como o Sarampo e Tuberculose se transmitem desta forma. Observação: existe um equívoco comum sobre a forma de transmissão de pneumonias (infecções respiratórias inferiores). Na maioria das vezes são adquiridas por CONTATO com mãos do pessoal ou material e não pelo ar. Pode ser também por diminuição da capacidade de defesa do organismo do paciente, principalmente quando ele não se movimenta ou se movimenta pouco. volta

TRANSMISSÃO POR VETORES

·         Locais sujos também podem ser atrativos de insetos e roedores, causando a transmissão de doenças através destes vetores de infecção. volta

TRANSMISSÃO POR FONTE COMUM

·         Quando diversos pacientes se submetem ao mesmo tipo de tratamento ( como nos casos famosos da água de hemodiálise contaminada) ou a alimentos contaminados (salada de maionese contaminada por exemplo) diz-se que a transmissão da infecção ocorre por uma fonte comum do mesmo microorganismo e/ ou suas toxinas. volta

 

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COMO O HOSPITAL PODE EVITAR O RISCO A SEUS PACIENTES

 

1) Contratação de equipe especialmente designada para elaborar, instituir e manter um programa de prevenção e Controle das Infecções Hospitalares, conforme é exigido por lei.

2)       Assegurar e dar condições para que este programa funcione adequadamente.

 

PRINCIPAIS MEDIDAS PARA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES

·         O principal modo de evitar a transmissão das infecções hospitalares é, portanto LAVAR AS MÃOS antes e após o contato com os pacientes e após as eliminações.

·         A LIMPEZA do ambiente e dos materiais que o paciente irá utilizar é outro dos modos de evitar a propagação das infecções. Apenas a limpeza é suficiente para materiais que entram em contato com a pele ou material de copa e cozinha, exatamente como em casa.

·         Um tratamento com soluções químicas (ou aquecimento por fervura) de alguns materiais, conhecido como DESINFECÇÃO é necessário para diversos tipos de materiais. Alguns deles sofrem este processo porque são reutilizáveis por outros pacientes. Este tipo de tratamento é feito em algumas ocasiões, também em casa, quando são fervidas as mamadeiras de recém nascidos, por exemplo.

·         A ESTERILIZAÇÃO de materiais é necessária principalmente quando as barreiras da pele e tecidos mucosos são rompidos, como no caso de materiais utilizados em cirurgias. Alguns materiais são comprados já esterilizados, como seringas e agulhas para injeções por exemplo. Nestes casos o hospital deve se assegurar que o método utilizado pela indústria garante a qualidade do material e do método utilizado.

·         A VACINAÇÃO de pessoal suscetível à doenças de alta transmissibilidade, como Sarampo, por exemplo, é fundamental para evitar a transmissão destas doenças no período em que ela ainda não tiver se manifestado (em incubação).

·         O CONTROLE DE QUALIDADE de todos os processos de aquisição de materiais, procedimentos invasivos e rotinas garante a minimização dos riscos relacionados a estes aspectos. Materiais de baixa qualidade prejudicam um processo adequado, podendo levar a falhas expondo o paciente.

 

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PERCENTUAL DE INFECÇÕES HOSPITALARES QUE PODE SER ACEITO

1) A taxa de infecções hospitalares nunca chegará a zero. Isto só poderia ocorrer se as pessoas humanas se tornassem perfeitas, ou seja com defesas naturais funcionando com perfeição garantidos pelos hábitos perfeitos de manutenção da saúde.

2) Diferentes hospitais podem possuir taxas de infecção completamente diferentes, sendo que algumas muito maiores do que outras. Isto ocorre porque os hospitais atendem diferentes grupos de pessoas com diferentes suscetibilidades e práticas. Além disto, hospitais com maior tecnologia costumam atender pacientes mais graves e realizam maior número de procedimentos que ultrapassam as barreiras naturais.

3)       No Brasil não existe um percentual que possa ser definido como "ACEITO" já que não existem estudos representativos. Em 1994 foi realizado pelo Ministério da Saúde que detectou em 90 hospitais uma taxa de infecção de 13%. O estudo não foi muito bem aceito. Um dos motivos é de que o número aproximado de instituições no país aproximadamente 55 vezes maior que o estudado. Embora os dados possam ser considerados, isto deve ser feito com muito cuidado.

 

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PAPEL DO GOVERNO NA PREVENÇÃO DE  INFECÇÕES HOSPITALARES

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